A verdade às vezes está no que você não consegue entender.


Antigamente, pai e filho, tinham um costume peculiar das cidades do interior de São Paulo: esperar uma bela hora do dia, parar o carro na estrada, sacar de um canivete e descascar uma saborosa laranja, que às vezes era meio verde, meio amarelada ou mesmo meio marrom. Com o tempo isso foi acabando, principalmente com o advento dos agrotóxicos e a mídia realizando alertas sobre envenenamento por simplesmente ter um costume.

(Relato de não se sabe onde)

Fabulas de Diadema 9: A Industria invisível.

Em meados de tempo algum, num futuro não muito distante, se não me engano, dois homens aparentando meia idade, Peixinho(37) e Peixão(62) mais conhecidos como pai e filho, pararam em frente a uma loja de TVs.

Rolava Michael Jackson no radinho do estabelecimento.

As TVs mostravam um reclame de laranjas. Publicidade interessante. Tudo parecia um filme onde pai e filho andavam pela estrada, como as vicinais do interior do estado de SP.

Saíam do carro. Paravam num pomar qualquer e colhiam uma deliciosa laranja. Sim, uma laranja.

Isso porque era uma propaganda de Laranjas.

Ele dizia, “olha filho, aqui existe uma laranja pura.”

“É mesmo pai?”

“É mesmo, não possui agrotóxicos, e é aprovada pela indústria invisível.”

“Ela, não tem nada mesmo?”

“Nada, nem uma gota de veneno, nada. Feita completamente da terra, a mais pura terra”

Entrava uma animação bonita em tons pasteis.

Fechava num logotipo.

Peixe e Peixão se entreolham.

“Essa industria invisível é foda”Diz o mais novo.

"É meu filho, quando eu era jovem ela ganhava dinheiro por envenenar todo mundo, agora por tirar esse veneno."

“Alias faz tempo que a gente num faz isso né?”

“É...”

Moral da história: Mais informações... Eu não sei.



Escrito por Filipe Beneli Lazarini às 12h54
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