A verdade às vezes está no que você não consegue entender.


Fábulas de Diadema 7: Um Pedacinho dos U.S.A. Tal qual o peixe, o homem também é fisgado pela boca. E foi pensando nisso que os países lá de cima inventaram o que? O Hambúrguer. Quando relembramos nossas primeiras fazes da psicanálise, segundo Freud, metemos a boca em tudo e é assim que os EUA nos fazem aceitá-los de uma maneira amigável: fornecendo, do jeito mais delicioso possível, as maravilhas do pão e circo, ou seja, os hambúrgueres e suas deliciosas instalações. Você sabe, uma conquista não é feita só de charme, tem que ter aquele gostinho a mais, especial, e por que não dizer então que ele já vem no molho? Isso me lembra a história de um empresário, que, como muitos no Brasil, principalmente os da TV, começaram a vida como palhaço. Ronaldo era seu nome, se não me engano. E como nenhum palhaço é bobo, Ronaldo foi fazer faculdade de direito. Descobriu aí a sua vocação quando estudou a política romana e, junto com ela, todas as facilidades do nosso querido pão e circo. Com as regalias da faculdade Ronaldo conseguiu realizar um intercâmbio, e batata! As coisas começaram a mudar. Foi para os EUA e acabou conhecendo um homem muito importante, não era político, mas fazia parte de grandes seitas religiosas e cultos pagãos, seu nome era Wallt, ou o Ratão. Wallt era dono de um enorme parque de diversões na costa oeste dos EUA, adorava crianças, pois sabia que elas seriam ótimos consumidores dos seus produtos no futuro e passariam esta tradição das compras de geração em geração tal qual o dia de ação de graças. Walt ensinou a Ronaldo seus ofícios em troca de uma viagem a seu país de origem, sempre quis conhecer o Brasil e sua capital Rio de Janeiro. Conheceu Natal, ficou encantado com as maravilhas do Cristo Redentor, conheceu as mulatas de Salvador e ficou estupefato com a cidade de São Paulo. Pensou estar no paraíso, não por causa da beleza do Brasil, e sim pela quantidade de locais com nomes de santo. Então, antes de partir, virou-se para Ronaldo e disse: - Como você sabe, Ronaldo, sou parte do programa americano de alguma coisa. - Como assim “de alguma coisa”? - É um assunto tão confidencial que nem eu mesmo sei ao certo o que é, mas enfim. Tenho este parque que serve de fachada para estudos da CIA. - Estudos da CIA??? Pergunta Ronaldo surpreso. - Exatamente. Estamos agora trabalhando uma formula infalível de fisgar o mundo inteiro pela boca utilizando um artifício que se chama Hamburguer, conhece? - Nunca ouvi falar... responde Ronaldo. - Pois bem, é um alimento delicioso e fantástico que, a cada mordida deixa as pessoas mais encantadas com o meu país. – Diz Wallt, o rato, com cara de megalomaníaco. - Nossa, que coisa estranha Walt! - E eu ainda transferirei para as lojas o ritmo feliz e as canções lindas do meu parque, a gente descobriu que, quanto mais feliz forem, mais fáceis os seres humanos são dominados, dão opiniões a respeito de um único lado e fazem o que este lado deseja. E gostaria de chamar você para trabalhar com a gente. - Meu deus Walt, isso é um absurdo! Como você me chamar para fazer parte de eu patifar... - Você vai ganhar muito dinheiro, mas muito dinheiro mesmo my friend. - Onde eu assino? E foi assim que Ronaldo, o palhaço, trocou seu nome para Ronald e abriu a primeira loja de fast food no Brasil, injetando capital no bolso e lanche rápido no brasileiro. Moral da história. Fiquem espertos por que até o sertão virar mar, o Brasil já virou USA.



Escrito por Filipe Beneli Lazarini às 16h51
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


[ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]
 
Histórico


Votação
Dê uma nota para
meu blog



Outros sites
 UOL - O melhor conteúdo
 BOL - E-mail grátis